Senadora de Mato Grosso do Sul frustra plano de Valdemar da Costa Neto e encerra, por ora, sonho de uma sul-mato-grossense na vice-presidência

A possibilidade de Mato Grosso do Sul emplacar uma vice-presidente da República foi encerrada nesta quarta-feira (18). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, que não aceita ser vice na chapa do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Tereza era o nome favorito de Valdemar para compor a chapa, e vinha sendo defendida internamente como opção capaz de agregar carisma, experiência e bom trânsito no agro. Em conversa na manhã de ontem, porém, segundo o próprio dirigente partidário informou ao InvestigaMS, a senadora deixou claro que prefere seguir no mandato no Senado.
Antes de Tereza, Mato Grosso do Sul já havia visto escapar chance semelhante com Simone Tebet (MDB), que chegou a ser cogitada para a vice de Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou disputando o Senado por São Paulo.
Discreta em relação ao tema, Tereza nunca admitiu publicamente interesse no posto. Sempre que questionada, respondia que a decisão cabia ao candidato à Presidência e que nunca havia recebido convite formal. Ela também chegou a ser cogitada para vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), cenário que animava especialmente seus assessores mais próximos. Com Tarcísio fora da disputa presidencial, a senadora avaliou ser mais relevante concentrar-se nas pautas do Senado.
Tereza Cristina quase integrou a chapa de Jair Bolsonaro em 2022, mas acabou preterida por Braga Netto. Em entrevista recente, Valdemar da Costa Neto afirmou que essa escolha pode ter contribuído para a derrota de Bolsonaro, e avaliou que, pelo carisma, Tereza deveria ser a vice de Flávio nesta eleição – hipótese agora descartada pela própria senadora.





