Presidente do PL fala em oito anos de punição e cobra engajamento total em torno de Flávio Bolsonaro

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, só deve permitir que Jair Bolsonaro deixe o regime fechado depois das eleições deste ano. A declaração, de forte tom político, foi dada durante jantar do grupo Esfera Brasil, em restaurante na Zona Oeste de São Paulo.
“Se nós perdermos a eleição, Bolsonaro vai ficar mais oito anos fechado, porque eu não acredito que o Alexandre [de Moraes] vai deixar ele [sair], mesmo nas condições que está, passando mal, passando dificuldade, com sarna, com aqueles problemas que ele tem de soluço, já fez oito operações por causa da facada. Eu não acredito que o ministro Alexandre vai deixar ele ir para casa agora. Minha opinião é que ele vai deixar Bolsonaro ir para casa só depois da eleição”, disse Valdemar, ao relacionar diretamente o futuro do ex-presidente ao resultado das urnas.
Bolsonaro está preso desde janeiro no Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, em condição que aliados classificam como perseguição política e claro abuso de poder por parte do Judiciário, hoje alinhado ao projeto da esquerda no Planalto.
Valdemar também detalhou o que considera indispensável para viabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Segundo ele, é necessário que três nomes entrem “de cabeça” na campanha: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG); e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF). Na prática, o presidente do PL pressiona por unidade total da direita em torno da família Bolsonaro, transformando a eleição de 2026 em uma espécie de plebiscito contra o atual sistema de poder encabeçado por Lula e respaldado por ministros como Alexandre de Moraes.





