Projeto-piloto nos CRSs Tiradentes e Aero Rancho segue exemplo bem-sucedido de São Paulo, com foco em agilidade, economia e melhor atendimento

A Prefeitura de Campo Grande estuda implantar um projeto-piloto de gestão por Organizações Sociais (OSs) em duas unidades estratégicas da rede: os Centros Regionais de Saúde (CRSs) dos bairros Tiradentes e Aero Rancho. A proposta vem sendo discutida com o Conselho de Saúde e busca replicar experiências de grandes capitais, como São Paulo, onde o modelo com OS já demonstrou ganho de agilidade, redução de filas e melhoria na qualidade do atendimento.
De acordo com informações apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), as duas unidades custam hoje cerca de R$ 4,3 milhões por mês (R$ 51,6 milhões ao ano). Com a gestão via OS, a estimativa é reduzir o gasto para aproximadamente R$ 3,9 milhões mensais (R$ 46 milhões ao ano) e, ao mesmo tempo, elevar indicadores como tempo de espera, produtividade das equipes e satisfação dos usuários.
Na prática, o modelo não significa abrir mão do SUS, mas modernizar a forma como ele é gerido. A Prefeitura continua responsável pelo financiamento, regulação e definição de metas, enquanto a OS, contratada via critérios técnicos e metas de desempenho, ganha mais agilidade para:
Contratar profissionais com rapidez, evitando falta de médicos e equipes desfalcadas;
Comprar insumos com menos burocracia, reduzindo atrasos e risco de desabastecimento;
Cumprir metas vinculadas a resultados, como redução de filas, maior resolutividade e atendimento mais humanizado.
Questionada, a Prefeitura de Campo Grande reforçou a linha de inovação na gestão. Em nota, informou: “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a busca por soluções inovadoras, eficientes e modernas para problemas históricos da administração pública é uma diretriz da prefeita Adriane Lopes em todas as áreas, inclusive na saúde. No entanto, nenhuma medida ou novo modelo será adotado sem ampla discussão e diálogo com todos os setores envolvidos”.
Com base no que já deu certo em São Paulo, Campo Grande tem a oportunidade de testar, em escala controlada, um modelo capaz de economizar recursos, acelerar decisões e entregar um serviço de saúde mais rápido, organizado e próximo do cidadão.





