Rogéria Bolsonaro e seus pais foram feitos reféns em busca de dinheiro do ex-presidente

A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou nesta sexta-feira (29) a prisão de três suspeitos do assalto à residência dos pais de Rogéria Bolsonaro, ex-esposa de Jair Bolsonaro (PL). As detenções ocorreram em Resende, no mesmo bairro Paraíso onde aconteceu o crime no último domingo (24).
Foram capturados Vitor Hugo Henrique da Silva, Marcelo Corrêa Tobias e Eliane da Silva, conhecida por Lili. As investigações apontam participação de pelo menos cinco criminosos na ação, que mantiveram Rogéria e seus pais octogenários sob ameaça enquanto vasculhavam a residência.
Criminosos procuravam dinheiro de Bolsonaro
Durante o assalto, os invasores alegavam que Jair Bolsonaro enviaria recursos financeiros à família. Sem localizar valores em espécie, fugiram levando joias e o veículo familiar. O crime expôs vulnerabilidade dos parentes do ex-presidente diante de informações públicas sobre sua situação financeira.
A operação policial resultou na apreensão de revólver, munições, réplica de pistola, toucas utilizadas no crime, celulares e roupas empregadas na ação criminosa. Parte dos objetos roubados foi recuperada e reconhecida pelas vítimas, além de um veículo usado pela quadrilha.
Suspeitos classificam crime como “pior roubada”
Em depoimento aos investigadores, os detidos admitiram que o assalto representou “a pior roubada da vida” deles. A declaração sugere arrependimento diante das consequências do crime que ganhou repercussão nacional.
As autoridades prosseguem com as buscas pelos demais integrantes do grupo criminoso ainda não localizados. A investigação busca esclarecer como os assaltantes obtiveram informações específicas sobre supostas transferências financeiras de Bolsonaro aos familiares.
O caso evidencia riscos de segurança enfrentados por parentes de figuras públicas quando informações pessoais vazam para criminosos.