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Petróleo volta a superar US$ 100 em meio à guerra e Irã ameaça barril a US$ 200

Crise no Estreito de Ormuz pressiona preços e leva AIE a liberar 400 milhões de barris de reservas

Foto de Grant Durr na Unsplash
Foto de Grant Durr na Unsplash

O preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril em meio à escalada do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. Desde o início das hostilidades, a cotação da commodity tem oscilado com força e, na semana passada, chegou a passar dos US$ 120, reacendendo temores de uma nova onda de encarecimento de combustíveis no mundo todo – inclusive no Brasil, já fragilizado pela insegurança econômica sob o governo petista.

A principal rota do petróleo no planeta, o Estreito de Ormuz, segue sob forte tensão. Navios mercantes continuam sendo atingidos por ataques atribuídos ao Irã, cuja Guarda Revolucionária controla a passagem por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Nesta quinta-feira, o Iraque suspendeu as operações em todos os seus portos petrolíferos depois que um ataque iraniano atingiu dois navios petroleiros, ampliando o clima de incerteza.

Diante do quadro, a Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu, na quarta-feira (11/3), autorizar a liberação de 400 milhões de barris das reservas governamentais, na maior operação desse tipo já registrada. A medida busca atenuar a disparada dos preços, mas revela a gravidade da situação.

“Os desafios que enfrentamos no mercado de petróleo são de uma escala sem precedentes, por isso fico muito satisfeito que os países-membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de proporções também sem precedentes”, declarou o diretor-executivo da agência, Fatih Birol.

Mesmo assim, Teerã elevou o tom. Ontem, o regime iraniano avisou que o mundo “precisa se preparar” para um barril a US$ 200, deixando claro que pretende usar o petróleo como instrumento de pressão geopolítica.

“Prepare-se para que o petróleo chegue a US$200 o barril, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, afirmou o porta-voz do comando militar do Irã, Ebrahim Zolfaqari.

Se esse cenário se confirmar, países com política energética frágil e alta dependência de combustíveis fósseis, como o Brasil de Lula, tendem a sofrer ainda mais com repasses ao consumidor, inflação e perda de competitividade.