Acordo reduz risco geopolítico imediato, derruba Brent e WTI em 16% e alivia pressão sobre combustíveis no curto prazo

O preço do petróleo despencou nesta terça-feira (7) depois que o presidente americano Donald Trump anunciou uma suspensão de duas semanas nos ataques ao Irã, em um cessar-fogo bilateral condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o escoamento de petróleo.
Pouco depois, o próprio Irã confirmou ter fechado acordo com os Estados Unidos e sinalizou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz, reduzindo, ao menos temporariamente, o risco de interrupção no fluxo global de petróleo. A simples perspectiva de normalização dessa rota já foi suficiente para derrubar as cotações internacionais.
O barril do Brent recuou cerca de 16%, passando para abaixo de US$ 92. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu na mesma proporção, ficando abaixo de US$ 93. O movimento reflete uma típica correção de preços após semanas de tensão e prêmios de risco inflados pela escalada no Oriente Médio.
A trégua anunciada por Trump derruba, pelo menos no curto prazo, um dos principais fatores de pressão sobre combustíveis no mundo todo – inclusive no Brasil, onde o governo Lula vinha usando o conflito como justificativa para oscilações de preços e tentativas de intervenção via subsídios e medidas emergenciais. Se o cessar-fogo se sustentar e o estreito permanecer aberto, a tendência é de maior estabilidade, mas o mercado seguirá sensível a qualquer sinal de ruptura no acordo.





