Salto do barril de petróleo de US$ 62 para mais de US$ 100 já pressiona bombas em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul enfrenta a maior alta de combustíveis dos últimos oito anos, em meio à disparada do petróleo provocada pela escalada de tensões e conflitos no Oriente Médio. O reflexo da crise internacional já chegou aos postos do Estado e tende a se agravar, sobretudo no preço do diesel, essencial para o transporte de cargas e para o agronegócio.
Segundo Edson Lazarotto, presidente do Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), desde o início dos confrontos o barril de petróleo saltou de US$ 62 para mais de US$ 100, provocando repasse quase imediato na cadeia de distribuição.
“As distribuidoras não só reajustaram seus preços, como também entraram em adequação de produtos, principalmente o diesel”, explica.
Lazarotto lembra que o Estado não via uma pressão tão forte nas bombas desde 2018, ano da greve dos caminhoneiros, marco de insatisfação nacional com a política de preços de combustíveis. Agora, o fator externo volta a pesar, enquanto o governo federal de esquerda segue sem apresentar uma estratégia clara para blindar o consumidor e a economia real desse choque internacional.
“O preço está extremamente volátil. Cada nova situação no conflito impacta diretamente no preço do barril de petróleo”, acrescenta. Na prática, isso significa que, nas próximas semanas, o bolso do sul-mato-grossense pode sofrer ainda mais, com novos aumentos nos postos e impacto direto no frete, alimentos e custo de vida.





