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Moraes ordena vistoria em carros que saírem da casa de Bolsonaro

Ministro autoriza monitoramento presencial da área externa e controle rigoroso de veículos

Alexandre de Moraes Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Alexandre de Moraes Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes determinou neste sábado (30) que veículos deixando a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam submetidos a vistoria obrigatória. A medida integra decisão que autorizou monitoramento presencial da área externa da casa onde o líder conservador cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.

Conforme ordem judicial, agentes da Polícia Penal do Distrito Federal realizarão inspeções nos automóveis, incluindo verificação de porta-malas, além de identificar motoristas e passageiros. Os dados coletados pelos policiais deverão ser encaminhados diariamente à Justiça para acompanhamento das autoridades.

PGR sugeriu reforço na vigilância externa

A decisão atende posicionamento da Procuradoria-Geral da República, que na segunda-feira (25) propôs intensificação do controle sem agentes no interior da residência. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que monitoramento deveria restringir-se à área externa preservando “expectativa de privacidade”.

“Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. Ao que se deduz, a preocupação se cingiria ao controle da área externa à casa, contida na parte descoberta, mas cercada do terreno”, destacou Gonet em manifestação oficial.

Alegação de risco de fuga fundamenta medidas

Moraes havia autorizado anteriormente ampliação da vigilância sobre Bolsonaro em tempo integral durante esta semana. O magistrado e a PGR sustentam existir risco de fuga do ex-presidente, supostamente agravado pela atuação do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

As medidas restritivas expandem controle sobre movimentação na residência presidencial, estabelecendo cerco mais rigoroso ao ex-presidente. A decisão reflete desconfiança das autoridades judiciárias quanto ao cumprimento das condições estabelecidas para prisão domiciliar.

O monitoramento presencial representa escalada no controle exercido sobre Bolsonaro, demonstrando endurecimento das medidas cautelares aplicadas pelo ministro do STF.