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Militares de Cuba matam quatro em barco com matrícula dos EUA e caso eleva tensão na região

Regime de Havana fala em troca de tiros; autoridades americanas dizem que embarcação era civil

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Militares do sistema de defesa de Cuba mataram quatro pessoas e deixaram outras seis feridas durante uma operação de abordagem a um barco com matrícula da Flórida, na costa norte da ilha, nesta quarta-feira (25). Entre os feridos está o comandante da embarcação cubana, que, segundo o regime, recebeu atendimento médico após o confronto.

De acordo com o Ministério do Interior de Cuba, os ocupantes da lancha teriam aberto fogo contra agentes da guarda costeira cubana durante a aproximação, nas imediações do município de Corralillo. As forças do regime reagiram, resultando em quatro m0rt0s a bordo da embarcação de bandeira americana.

Autoridades dos Estados Unidos, porém, sustentam outra versão: afirmam que o barco era uma lancha civil, utilizada por pessoas que tentavam deixar Cuba, sem qualquer vínculo com as Forças Armadas norte‑americanas. Em outras palavras, mais um episódio em que cidadãos comuns acabam no fogo cruzado entre um regime autoritário e a crise humanitária que ele próprio produz.

O incidente ocorre em um contexto já carregado. A economia cubana, historicamente dependente de aliados ideológicos, sofreu novo baque após o fim do fornecimento de petróleo venezuelano, interrompido depois da captura de Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump. Sem combustível e sem liberdade, cresce o número de pessoas tentando fugir da ilha, enquanto o regime responde com mais repressão e força letal.

O caso deve acentuar a tensão diplomática entre Washington e Havana e reacende o debate sobre violações de direitos humanos e o uso desproporcional de força por parte da ditadura cubana contra quem tenta escapar do país.