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Luana Piovani ataca evangélicos e se define como “evangélica macumbeira” em videocast do O Globo

Atriz mistura crítica religiosa com discurso identitário ao assumir vínculo com religiões de matriz africana

Luana Piovani Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Jornal O Globo
Luana Piovani Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Jornal O Globo

A atriz Luana Piovani voltou a provocar polêmica ao afirmar que é “evangélica macumbeira” durante participação no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo, exibido nesta quinta-feira (9). Na entrevista à jornalista Maria Fortuna, ela falou sobre seus 35 anos de carreira e sobre a peça Cantos da Lua, que caminha para a terceira temporada em Portugal, país onde reside, mas aproveitou o espaço para fazer duras críticas aos evangélicos brasileiros.

A partir da conversa sobre a peça, Luana revelou que “acabou de se tornar macumbeira”.
“Acabei de me tornar macumbeira. (…) Levei anos interessada, tendo curiosidade e sem saber se era a hora ou o que eu realmente queria. (…) Eu sou brasileira, então tudo o que é de matriz africana me interessa. É o meu DNA. Eu fui crescendo e vendo que tava tudo errado (…) E que a gente tem uma dívida de 500 anos [com os povos de origem africana]. Então eu viajei a Salvador e decidi que era a hora de eu ir em um terreiro e realmente me aproximar de algo que eu me identifico tanto”, declarou, em tom alinhado ao discurso identitário hoje amplamente abraçado pela esquerda cultural.

Luana contou ainda que, na infância, foi levada pela avó à Igreja Adventista do Sétimo Dia. A partir daí, partiu para um ataque generalizado aos evangélicos de hoje:
“O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. (…) Não respeita a fé do outro e virou agora uma indústria política. (…) Minha avó deve estar chorando lágrimas de sangue e deve estar orgulhosa de mim.”

Ao mesmo tempo em que cobra respeito às religiões de matriz africana, a atriz utiliza justamente o preconceito e a caricatura para se referir a milhões de evangélicos — base importante do eleitor conservador e alvo constante de ataques no ambiente cultural dominado por figuras simpáticas ao PT e ao governo Lula.