Presidente do PSD sai da secretaria para atuar nas articulações nacionais e definir candidato do partido ao Planalto em 2026

Em discurso, à tribuna, ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.
Mesa:
superintendente institucional da Record TV, André Luiz Duarte Dias;
presidente da Record TV, Luiz Cláudio Costa;
requerente da sessão de comemoração, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ);
presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (MDB-CE);
requerente da sessão de comemoração, deputado Márcio Marinho (PRB-BA);
presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claúdio Lamachia;
apresentadora da TV Record, Ana Hickmann;
presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Márcio Novaes.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixou o comando da Secretaria de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. Ele justificou a decisão afirmando que a agenda partidária e eleitoral tornou “incompatível” sua permanência no primeiro escalão da gestão Tarcísio de Freitas. Kassab vinha se movimentando para ser vice em um eventual segundo mandato, mas o governador sinalizou preferência pela manutenção de Felício Ramuth no posto.
Na carta de despedida, Kassab exaltou o desempenho de Tarcísio e do governo paulista. “Em 2022 o PSD tomou a acertada decisão de apoiar a candidatura do Tarcísio, pois ficava claro que ele era o mais preparado para adotar as medidas, implementar os projetos e ações que o Estado de São Paulo demandava para seguir e intensificar seu desenvolvimento. Seu governo chega, quatro anos depois, repleto de realizações e notáveis avanços em todos os setores, como Saúde, Educação, Saneamento, Infraestrutura, Mobilidade, Segurança, Habitação, entre outros”, afirmou.
Ele também reiterou que o partido seguirá com Tarcísio em 2026: “O êxito alcançado em todos os setores ao longo desses quatro anos credencia o governador e seu governo a postular uma recondução, que tem o apoio do PSD, como ocorreu quando da sua eleição”.
Kassab agradeceu a lideranças históricas do PSD – Alda Marco Antonio, Alfredo Cotait e Guilherme Afif Domingos –, mas não mencionou Felício Ramuth, que, diante do desgaste interno, já foi até sondado pelo MDB para eventualmente trocar de sigla e permanecer na chapa de Tarcísio.
Ao deixar o secretariado dentro do prazo legal, Kassab fica apto a disputar as eleições deste ano, caso surja uma oportunidade. Paralelamente, prepara o anúncio do nome do PSD à Presidência da República, hoje restrito a dois governadores: Eduardo Leite, com quem se reúne nesta quarta, e Ronaldo Caiado, com quem tomou café na terça. A escolha será decisiva para posicionar o PSD no tabuleiro nacional, entre a esquerda do PT e o campo mais firme da direita que se organiza contra o projeto de poder de Lula.





