Pesquisar

Israel mata comandante naval do Irã ligado ao fechamento de Ormuz e intensifica confronto direto com Teerã

Ataque “preciso e mortal” elimina Alireza Tangsiri em Bandar Abbas e manda recado a cúpula militar iraniana em plena escalada no Golfo

Foto de Saifee Art na Unsplash - Israel x Irã
Foto de Saifee Art na Unsplash – Israel x Irã

Israel matou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, em um bombardeio realizado nesta quinta-feira (26) na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país. A ação, confirmada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, atinge em cheio a estratégia naval de Teerã no Golfo Pérsico.

Tangsiri era considerado peça-chave na doutrina iraniana para o Estreito de Ormuz, ponto vital por onde escoa parte relevante do petróleo mundial. Ele esteve à frente do fechamento da rota para grande parte da navegação internacional e supervisionava testes de drones e mísseis de cruzeiro da Marinha da Guarda Revolucionária. Segundo o New York Times, o comandante foi atingido enquanto se escondia em um apartamento com outros oficiais, que também foram eliminados. Katz classificou a operação como um ataque “preciso e mortal” e disse que a ação deveria servir como “mensagem clara” aos altos oficiais iranianos de que serão caçados.

Até o momento, autoridades oficiais do Irã não se pronunciaram sobre a m@rte de Tangsiri. O episódio ocorre no 27º dia do conflito, em meio a uma escalada de ataques em grande escala de Israel contra alvos no território iraniano, inclusive na região de Isfahan.

Poucas horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que Teerã buscaria um acordo para encerrar o confronto, algo negado pelo regime iraniano. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel, acionando sirenes em Tel Aviv, Jerusalém e outras áreas centrais, e anunciou ofensivas com drones e mísseis contra bases ligadas aos EUA no Kuwait e na Arábia Saudita.

As Forças Armadas israelenses relataram sete ondas de mísseis disparados do Irã em direção ao país, com interceptações sucessivas e registro de impacto em Kafr Qassem, na região central. Emirados Árabes, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein também informaram ter acionado sistemas de defesa contra drones e mísseis, alguns atribuídos à “agressão iraniana”, o que mostra o risco de o confronto se transformar em uma crise regional ampla, afetando diretamente o fluxo de petróleo e a estabilidade geopolítica — mais um fator de pressão sobre economias já fragilizadas por governos intervencionistas ao redor do mundo.