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Governo Lula envia servidor para aprender a fazer pizza na Itália

Superintendente do Ministério do Trabalho viajará com custos parciais dos cofres públicos

Jackson Da Silva Ázara Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Jackson Da Silva Ázara Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O governo federal autorizou Jackson da Silva Ázara, superintendente regional do Ministério do Trabalho no Distrito Federal, a participar de missão técnica em Nápoles, Itália, entre 26 de outubro e 2 de novembro. A portaria liberando a viagem foi publicada no Diário Oficial em 21 de agosto, com autorização do secretário-executivo Francisco Macena da Silva.

Ázara integrará como conselheiro do Senac-DF a missão “Aprendizagem da Verdadeira Pizza Napoletana”, organizada pela Associação da Verdadeira Pizza Napoletana (AVPN). O evento abordará supostamente temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e desenvolvimento comunitário.

Cofres públicos bancarão parte dos custos

Conforme documento oficial, a viagem terá “ônus limitado” para o governo federal, significando que parcela das despesas será custeada pela União. A decisão do ministério liderado por Luiz Marinho representa mais um caso de uso questionável de recursos públicos em período de restrições orçamentárias.

A missão prevê discussões sobre redução do desperdício alimentar e parcerias entre entidades públicas e privadas, tentando justificar academicamente o que aparenta ser turismo oficial disfarçado.

Prioridades governamentais em questão

Enquanto o país enfrenta desafios econômicos significativos e demandas urgentes em áreas essenciais como saúde, educação e segurança, o governo petista prioriza envio de servidores para “aprender pizza” na Europa. A decisão expõe distorção nas prioridades da administração federal.

O caso ilustra padrão recorrente de gastos públicos em viagens internacionais de questionável necessidade, evidenciando descompasso entre discurso de austeridade e práticas efetivas do governo. A população brasileira arca com custos de capacitação em técnicas culinárias enquanto serviços públicos básicos permanecem deficientes.