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Eduardo Bolsonaro ameaça deixar PL se Tarcísio entrar no partido

Deputado afirma que pode ser primeiro candidato virtual à Presidência em 2026

Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou ao portal Metrópoles nesta sexta-feira (29) que sua família poderá abandonar o Partido Liberal caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) se filie à legenda. A declaração expõe tensões internas no campo conservador sobre sucessão presidencial.

Eduardo também revelou ambição de tornar-se o primeiro candidato presidencial a fazer campanha virtual, diretamente dos Estados Unidos, onde reside desde março. “Qualquer pessoa que esteja apta, com seus direitos políticos, consegue concorrer. Talvez, a primeira campanha virtual da história do País”, declarou, condicionando a viabilidade à aprovação de anistia para corrigir “injustiças” judiciais.

Disputa interna pelo espaço político de Bolsonaro

O parlamentar criticou movimentações de outras lideranças conservadoras para substituir Jair Bolsonaro, argumentando não ser momento apropriado para discussões eleitorais. “Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se Tarcísio vier para o PL, não terei espaço”, admitiu Eduardo, reconhecendo limitações políticas.

A declaração surge após o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, citar Tarcísio como possível nome da sigla para o Planalto. Valdemar da Costa Neto respondeu afirmando que eventual candidatura de Tarcísio deveria ocorrer pelo PL.

Esperança na reversão da inelegibilidade paterna

Eduardo mantém expectativa de que anistia aos eventos de 8 de janeiro possa reverter inelegibilidade de Bolsonaro, vigente até 2030 por duas condenações no TSE. “Se houver anistia, ele pode, sim, tentar reverter a inelegibilidade dele e sair candidato”, afirmou.

O deputado também defendeu pressão sobre Hugo Motta para autorizar trabalho parlamentar remoto dos Estados Unidos, apesar de não computar presença em sessões deliberativas desde março. Motta já rejeitou anteriormente a ideia de “mandato à distância”.