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Delação de Vorcaro cita ministro de Lula e aponta suposto caixa 2 de R$ 20 milhões em campanha ao Senado

Empresário menciona Alexandre Silveira em propostas de colaboração, enquanto governo tenta minimizar encontros com banqueiro

Foto: IA
Foto: IA

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nas propostas de delação premiada apresentadas à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal. Segundo relatos atribuídos ao banqueiro, cerca de R$ 20 milhões teriam sido repassados, via caixa 2, à campanha de Silveira ao Senado por Minas Gerais em 2022, quando ele disputou o cargo pelo PSD com apoio da chapa de Alexandre Kalil. Ambos saíram derrotados.

De acordo com informações ligadas às investigações, Silveira é o único nome do primeiro escalão do governo Lula mencionado nas minutas de colaboração de Vorcaro. Integrantes da PF e do Ministério Público, porém, avaliam que as propostas ainda não trazem detalhes suficientes para comprovar os fatos, especialmente quanto a eventuais contrapartidas ligadas aos supostos repasses.

Procurado, Alexandre Silveira não comentou o conteúdo da delação. Aliados do ministro afirmam que ele não tinha relação com Vorcaro durante o período eleitoral de 2022 e classificam as acusações como infundadas. Os registros do TSE não mostram doações oficiais de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel – apontado como operador do empresário – à campanha do então candidato.

Apesar do discurso de distância, Silveira e Vorcaro apareceram juntos em reuniões relevantes após a eleição. Em dezembro de 2024, o ministro participou de um encontro no Palácio do Planalto com o banqueiro, o presidente Lula, Rui Costa, Guido Mantega e Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central. Em 2024, Silveira também foi visto em evento na casa de Vorcaro, em Belo Horizonte, no segundo turno das eleições municipais.

As propostas de colaboração de Daniel Vorcaro ainda não foram homologadas e seguem em análise pela PGR e pela PF, que examinam a consistência e o grau de comprovação das informações apresentadas. Em meio ao discurso de “ética” e “combate ao caixa 2” típico da esquerda, o caso expõe mais um flanco sensível do governo Lula, agora com um ministro diretamente citado em relatos de suposto financiamento ilegal de campanha.