Deputado Pedro Kemp distorce fala da própria pesquisadora, cria nova Fake News e tenta blindar governo do PT, responsável pelos cortes

O discurso do deputado estadual Pedro Kemp, atribuindo ao governo Jair Bolsonaro o corte de verbas que levou o Brasil a perder a patente internacional da polilaminina, é falso e contradiz frontalmente o relato da própria responsável pela pesquisa, a doutora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ.
Em entrevista ao programa Conversas com Hildgard Angel, da TV 247, Tatiana foi cristalina ao situar o problema nos anos de 2015 e 2016, período integralmente planejado e executado sob comando do PT, com Dilma Rousseff na Presidência. Michel Temer só assume em 31/08/2016, ou seja: todo o orçamento de 2015 e o de 2016 foram elaborados, enviados e conduzidos pelo governo Dilma.
A pesquisadora explicou que o pedido de patente foi feito em 2007 e que a patente nacional foi concedida em 2025. Ao falar da internacional, ela detalhou:
“Em particular, foram muito cortados na época de 2015, 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar. Então, parou de pagar as patentes internacionais. Então, nós perdemos as patentes”.
Ou seja, o próprio testemunho técnico desmonta a narrativa usada por Pedro Kemp na tribuna. Ao afirmar que “o governo passado” – numa clara referência a Jair Bolsonaro – teria cortado recursos da UFRJ e impedido a patente, o deputado não apenas ignora os fatos, como tenta reescrever a cronologia do orçamento público para livrar o PT da responsabilidade pelos cortes que atingiram diretamente a pesquisa.
A realidade é simples:
– Os cortes mencionados ocorreram em 2015 e 2016;
– O orçamento desses anos foi integralmente gestado pelo governo Dilma Rousseff (PT);
– A perda da patente internacional da polilaminina decorre da falta de pagamento das taxas naquele período, como disse a pesquisadora.
Ao “passar pano” para a gestão petista e tentar jogar a conta em Jair Bolsonaro, Pedro Kemp não faz defesa da ciência nem da UFRJ; faz apenas política partidária, em desacordo com os fatos e com a palavra de quem está na linha de frente da pesquisa.





