Ex-presidente deixou a UTI na segunda (23/3), está em quarto no DF Star e PGR apoia prisão domiciliar humanitária no STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, sem previsão de alta. O boletim médico mais recente foi divulgado na manhã desta terça-feira (24/3).
Segundo o comunicado, “o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Devido à melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”.
A nota é assinada pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do coordenador da UTI Geral do DF Star, Antônio Aurélio de Paiva, e do diretor-geral do hospital, Allisson Borges.
Bolsonaro foi internado em 15 de março após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, o Papudinha, em Brasília. Na noite de segunda-feira (23/3), ele recebeu alta da UTI e foi transferido para um quarto, onde segue em tratamento e observação.
PGR defende prisão domiciliar por razões de saúde
No campo jurídico, a situação clínica de Bolsonaro já produziu reflexo direto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta segunda-feira (23/3) favoravelmente ao pedido da defesa para que o ex-presidente passe a cumprir prisão domiciliar humanitária.
Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente”. A decisão final caberá ao Supremo, num contexto em que cresce a percepção de que o sistema de Justiça tem sido implacável com Bolsonaro, enquanto figura públicas de esquerda seguem blindadas.





