Governador de Goiás desponta como opção de direita no partido, enquanto Eduardo Leite é tratado como alternativa “despolarizada”

Após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ganhou força nos bastidores do PSD para disputar a Presidência da República em 2026. Dirigentes da sigla já tratam Caiado como favorito na corrida interna ao Palácio do Planalto, embora o gaúcho Eduardo Leite também esteja no páreo.
A direção nacional do PSD deve bater o martelo ainda nesta semana sobre qual será o candidato presidencial do partido. Caiado entra com vantagem por ter discurso mais firme na área de segurança pública, perfil alinhado à direita e defesa explícita da anistia aos presos de 8 de janeiro, posicionando-se em contraste direto com o endurecimento judicial e político avalizado pelo governo Lula e seus aliados.
Eduardo Leite, por outro lado, é trabalhado por uma ala do PSD como opção “moderada”, vendida como alternativa fora da polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nomes que hoje lideram as pesquisas de intenção de voto. Na prática, Leite encarna o discurso da “terceira via” que tenta se descolar da esquerda petista sem se aproximar demais do campo conservador.
Ratinho Junior encerrou as especulações ao anunciar, nesta segunda-feira (23), que não participará do processo interno e ficará no governo do Paraná até o fim do mandato, em dezembro. Depois disso, pretende se dedicar aos negócios da família na área de comunicação. Com sua saída, o PSD se vê obrigado a escolher entre um Caiado claramente identificado com pautas de direita e um Leite mais palatável ao centro e a setores que ainda flertam com o projeto lulista – decisão que dirá muito sobre o rumo ideológico do partido em 2026.





