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Quaest revela que 71% rejeitam taxa em entrega por aplicativo proposta pelo governo Lula

Resistência explode entre bolsonaristas e independentes e expõe fadiga com intervencionismo estatal

Foto de Rowan Freeman na Unsplash
Foto de Rowan Freeman na Unsplash

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (17) mostrou forte rejeição popular à ideia do governo federal de impor uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. Segundo o levantamento, feito em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), 71% dos brasileiros são contra a medida, enquanto apenas 29% se dizem favoráveis – um recado claro ao ímpeto regulatório de Brasília.

A resistência é esmagadora entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): 97% rejeitam a proposta. Entre os independentes, o índice também é altíssimo, com 83% contra. Já no grupo de eleitores de Lula, a lógica intervencionista prevalece: 61% apoiam a criação da taxa, mostrando como o lulismo continua confortável com mais Estado e mais custo sobre quem produz e consome.

A percepção sobre o impacto econômico é igualmente negativa. Para 78% dos entrevistados, a nova taxação encareceria os pedidos feitos por aplicativos. Outros 17% acreditam que os preços ficariam iguais, e apenas 5% imaginam alguma redução – um otimismo, na prática, desconectado da realidade tributária brasileira.

Na mesma linha, 74% avaliam que a medida traria mais efeitos negativos que positivos para a economia nacional, contra só 26% que enxergam algum ganho. Ou seja, o próprio eleitorado enxerga que mais custos e burocracia sobre o setor de delivery tendem a prejudicar restaurantes, entregadores e consumidores.

O estudo também revela uma tendência clara contra o avanço do Estado sobre a iniciativa privada: 60% dos brasileiros afirmam que o governo federal deveria se preocupar menos em criar novas regras para o trabalho das empresas, enquanto 40% defendem mais regulação. Em um cenário de estagnação econômica e carga tributária sufocante, a paciência com o intervencionismo lulista mostra sinais evidentes de esgotamento.

A pesquisa Quaest foi realizada entre 13 e 16 de março de 2026, com 1.031 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.