Agência também proíbe fabricação, venda, importação e propaganda do produto em todo o país

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (16), a apreensão do azeite de oliva extravirgem San Olivetto, da empresa Agro Industria e Cerealista Norte Paraná Ltda. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), vai além da retirada de circulação: fica proibida a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto em todo o território nacional.
Em nota, a agência informou que a origem do azeite é considerada desconhecida. Segundo a Anvisa, o rótulo aponta como importadora a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda., mas a empresa está com o CNPJ suspenso por “inconsistência cadastral” desde 22/5/2025, o que já levanta forte suspeita sobre a regularidade da operação.
– “O rótulo indica como importadora a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda. A empresa, no entanto, está com CNPJ suspenso por inconsistência cadastral desde 22/5/2025”.
A situação é ainda mais grave no caso da distribuidora responsável pela circulação do produto no mercado.
– “Já a distribuidora, a empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, está com CNPJ baixado por encerramento desde novembro de 2024” – completou a Anvisa.
Na prática, o consumidor estava comprando um azeite com origem não comprovada, vinculado a empresas sem regularidade cadastral ativa, cenário que abre espaço para possíveis fraudes e produtos fora dos padrões de segurança. Em um ambiente de alta carga tributária e burocracia para quem quer trabalhar direito, multiplicam-se esquemas que se aproveitam de brechas de fiscalização para empurrar mercadorias de procedência duvidosa para o brasileiro.
A orientação é clara: quem tiver o azeite extravirgem San Olivetto em casa deve interromper o consumo imediatamente. Estabelecimentos comerciais, por sua vez, precisam retirar o produto das prateleiras e seguir as determinações da vigilância sanitária local para a destinação adequada dos lotes apreendidos.





