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Pollon e Gianni desmentem boatos de R$ 15 milhões e R$ 5 milhões e falam em tentativa de sabotagem da direita em MS

Deputado nega ter pedido para deixar disputa ao governo e vice-prefeita rejeita versão sobre “acordo financeiro” para o Senado

Marcos Pollon e Gianni Nogueira - Foto: Montagem Redes Sociais
Marcos Pollon e Gianni Nogueira – Foto: Montagem Redes Sociais

O deputado federal Marcos Pollon (PL‑MS) e a vice‑prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, pré‑candidata ao Senado, reagiram publicamente às acusações de que teriam pedido valores milionários para desistir de suas pré‑candidaturas em Mato Grosso do Sul. De acordo com os boatos, Pollon teria exigido R$ 15 milhões para sair da disputa ao governo, enquanto Gianni teria pedido R$ 5 milhões para abrir mão da vaga ao Senado. Ambos classificam as narrativas como mentirosas e direcionadas a enfraquecer a direita no Estado.

Ao comentar diretamente o tema, Pollon relacionou a origem da história a interlocutores que tentam influenciar o senador Flávio Bolsonaro com versões distorcidas.

“As mesmas pessoas que falaram pro nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro que eu tava pedindo R$ 15 milhões pra recuar na minha pré-candidatura ao governo do meu estado, cujo argumento que eu disse que a única possibilidade que eu tenho de recuar a minha pré-candidatura é se o presidente Bolsonaro determinar que eu concorra ao Senado”, justificou.

Na prática, o deputado reforça que não existe negociação financeira: sua permanência ou eventual mudança de posição depende exclusivamente de uma decisão política do ex‑presidente Jair Bolsonaro, e não de qualquer acordo em dinheiro.

Gianni Nogueira também foi taxativa ao desmentir a versão de que teria discutido valores para sua pré‑campanha.

“Não pedi nada a ninguém. Não conversei com presidente estadual, nem com presidente nacional e muito menos com o senador Flávio Bolsonaro sobre qualquer valor relacionado à minha pré-campanha ou à campanha. Essa informação é absolutamente falsa.”

Para a vice‑prefeita, a movimentação tem endereço certo:

“Mentiras como essa aparecem ‘não se sabe de onde’, mas têm um propósito claro: tentar desestabilizar quem tem posicionamento firme e princípios.”

Gianni destacou que sua atuação política é pautada por valores inegociáveis:

“Tenho princípios que guiam minha vida pública e pessoal, e eles são inegociáveis. Faço política com transparência, com coragem e com responsabilidade.”

Ela encerrou reafirmando que segue no projeto ao Senado:

“Continuo com minha pré-candidatura ao Senado, trabalhando pelo Mato Grosso do Sul e confiando que a verdade sempre prevalece.”

As falas de Pollon e Gianni apontam para uma disputa intensa de bastidor, em que cifras milionárias são utilizadas como arma narrativa para tentar isolar justamente as lideranças mais identificadas com o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul.