PGR admite ausência de indícios para denunciar ex-deputada aliada de Bolsonaro
Deputada Carla Zambelli (PL-SP) Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A apuração havia sido aberta em junho do ano passado, após declarações da parlamentar em entrevista.
Na ocasião, Zambelli afirmou que, depois de deixar o Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao então presidente Donald Trump. Ela também mencionou que adotaria o “mesmo modus operandi” do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A investigação foi instaurada antes de sua prisão na Itália, em outro contexto.
Ao decidir pelo arquivamento, Moraes simplesmente seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que reconheceu não existir material mínimo para sustentar uma denúncia contra a ex-parlamentar. Para a PGR, as declarações não configuram, por si sós, os crimes investigados. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, registrou o ministro.
O caso expõe um raro recuo institucional em processos que miram figuras da direita, especialmente ligadas ao bolsonarismo, e reforça o entendimento de que, mesmo em meio ao clima de perseguição política denunciado por aliados, nem todas as investigações contra opositores do governo conseguem se manter de pé quando confrontadas com a exigência de provas concretas.
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