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Vírus Nipah: Ministério da Saúde minimiza risco e descarta ameaça ao Brasil

Pasta segue avaliação da OMS, que vê baixo risco global e ausência de cenário de pandemia

Foto de CDC na Unsplash
Foto de CDC na Unsplash

O Ministério da Saúde divulgou na sexta-feira (30) nota em que afirma que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo e que a doença não representa ameaça ao Brasil, alinhando-se ao discurso da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a pasta, não há indícios de que o vírus possa provocar uma pandemia nem evidências de disseminação internacional que atinjam a população brasileira.

O governo afirma monitorar o cenário em articulação com organismos internacionais. “No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, diz a nota.

Até o momento, dois casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados na Índia, ambos em enfermeiras, sem registro de circulação fora do sudeste asiático. As autoridades indianas garantem que a situação está sob controle e informaram que 198 pessoas que tiveram contato com as pacientes testaram negativo.

Identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, o vírus já causou surtos em diferentes países asiáticos. A transmissão ocorre pelo contato com animais infectados, alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas, sobretudo por fluidos corporais e gotículas respiratórias. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, com quadros que podem evoluir para pneumonia atípica, encefalite aguda e coma.