Novas regras ampliam restrições e reforçam agenda conservadora na diplomacia americana

O governo Donald Trump proibirá que recursos da ajuda externa dos Estados Unidos financiem aborto ou iniciativas de diversidade e equidade. Segundo um funcionário do Departamento de Estado, três novas regulamentações serão publicadas nesta sexta‑feira, 23, ampliando a Política da Cidade do México e restringindo o acesso a mais de 30 bilhões de dólares destinados à assistência global.
A medida passa a alcançar não só entidades estrangeiras sem fins lucrativos, mas também organizações internacionais e ONGs americanas que atuam fora do país. Criada em 1984, no governo Ronald Reagan, essa política impede o repasse de verbas a instituições que realizem serviços ligados ao aborto ou promovam agendas reprodutivas no exterior. Democratas costumam revogá‑la, enquanto republicanos a restabelecem, embora historicamente limitada ao planejamento familiar.
Trump expandiu o alcance da norma em seu primeiro mandato, aplicando-a a toda a assistência de saúde global. Ao retornar à Casa Branca em 2025, reforçou a política como parte de sua ofensiva contra programas de diversidade, equidade e inclusão e contra a cultura woke. Em novembro, o governo determinou que embaixadas identificassem países que promovem aborto, eutanásia, mudanças de sexo em menores ou políticas de diversidade.





