Pré-candidatos resistem, mas PL confirma Contar como nome ao Senado e histórico eleitoral pesa no debate

O grupo governista segue dividido diante da tentativa de emplacar Renan Contar na chapa ao Senado. Mesmo assim, ele já foi oficialmente escolhido e anunciado pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, como candidato do partido, fato que pressiona ainda mais os aliados a acatar a composição.
A resistência persiste. Gerson Claro e Marcelo Migliolli, ambos do PP, defendem que o partido deve manter uma das vagas ao Senado pelo peso político que possui, já que a outra estaria reservada ao PL com Reinaldo Azambuja. Eles também questionam a fidelidade de Contar, lembrando que ele foi opositor direto de Reinaldo na Assembleia.
Contar, porém, mantém trunfos relevantes. É o representante da direita mais votado da história recente de Mato Grosso do Sul: quase 80 mil votos para deputado estadual, recorde absoluto, e mais de 600 mil votos na disputa para governador, quando chegou ao segundo turno em primeiro lugar, sem dinheiro, sem estrutura e enfrentando os 79 prefeitos, 22 deputados estaduais, cinco federais, todos os senadores e a totalidade dos vereadores do Estado.
A dificuldade de aceitação também aparece no próprio PL, onde Gianni Nogueira insiste na pré-candidatura e admite deixar o partido caso seja preterida. O senador Nelsinho Trad, apesar de manter direito garantido pelo PSD para disputar o Senado, também deve contestar a preferência por Contar, embora seja obrigado a apoiar o grupo.
Reinaldo diz que pesquisas definirão quem mais contribuirá à reeleição de Eduardo Riedel, mas a declaração de Valdemar fecha o cerco e expõe o risco de fissuras na base caso a chapa seja imposta.





