Universidade cria instalação “para todas as pessoas”, enquanto governo do RJ não reage à iniciativa

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro inaugurou, na última terça‑feira (13), um banheiro sem gênero no 10º andar do bloco C do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus Maracanã. A instituição afirma que o espaço foi criado para “atender a todas as pessoas, independentemente de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero”, integrando mais uma ação alinhada à agenda identitária que tem se expandido nas universidades públicas.
A reitora Gulnar Azevedo e Silva declarou que a medida representa um passo importante para o fortalecimento da inclusão e do respeito. Já Rodrigo Pessoa, prefeito do Campi, afirmou que a gestão pretende ampliar o projeto: “Pretendemos que este seja o primeiro de muitos que virão, servindo como exemplo para que possamos replicar o modelo em outros andares”.
A iniciativa, porém, também evidenciou a omissão do governador Claudio Castro, do PL, que não impôs qualquer limite ou questionamento à mudança, permitindo que a medida fosse adotada sem debate mais amplo sobre prioridades estruturais da Uerj. Críticos argumentam que, enquanto a universidade enfrenta problemas recorrentes de infraestrutura, segurança e manutenção, recursos e atenção acabam sendo direcionados a ações simbólicas, distantes das necessidades reais de alunos e servidores.





